Lisboa - O turismo brasileiro em Portugal gerou em abril 98.409 dormidas nos hotéis lusos, o maior registo mensal desde o início do ano, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

No entanto, em comparação com o ano passado a procura dos brasileiros pelos destinos portugueses continua em queda. As dormidas de cidadãos do Brasil nos hotéis portugueses em abril ficaram 5,3% abaixo das registadas em abril de 2015.

No conjunto dos primeiros quatro meses de 2016 os turistas brasileiros geraram 343 mil dormidas nos estabelecimentos hoteleiros lusos, menos 7,7% do que no mesmo período do ano passado.

Apesar da tendência de queda, o Brasil continua a ser o sexto maior mercado emissor de turistas estrangeiros para Portugal (e o maior fora da Europa), atrás de Reino Unido, Alemanha, Espanha, França e Holanda.

Em 2015 o Brasil gerou para os hotéis portugueses um total de 1,3 milhões de dormidas. O melhor mês do ano foi maio, com 152 mil dormidas de turistas brasileiros. O pior mês foi dezembro, com 66 mil dormidas.

Globalmente, os hotéis portugueses contabilizaram de janeiro a abril 12,48 milhões de dormidas, mais 12,8% do que no ano passado, vindo 3,6 milhões de dormidas de turistas portugueses e 8,8 milhões de dormidas de estrangeiros.

O crescimento da procura refletiu-se na faturação da indústria hoteleira, com as receitas acumuladas nos primeiros quatro meses do ano a crescer 17,1%, para 601,1 milhões de euros (em abril o crescimento foi de 11,8%, para 205,6 milhões de euros).

A taxa de ocupação média dos hotéis portugueses em abril foi de 44,9% e no conjunto do ano foi de 36,6%, de acordo com o INE. Em média cada hóspede realiza uma estada de 2,6 noites.

Praia - O embaixador da Rússia, Boris Kurdyumov, disse, terça-feira (7), na Praia, que o seu país quer alargar a cooperação com Cabo Verde, tendo como prioridade o desenvolvimento e investimento no turismo.

O diplomata falava aos jornalistas à saída de uma audiência com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, a quem desejou sucesso nas novas funções e informou sobre o relacionamento da cooperação entre as duas partes, e as novas apostas que o seu país quer fazer no arquipélago, informa a agência Inforpress.

"Durante a conversa, tive a oportunidade de apresentar ao chefe do Governo, um projeto relacionado com o setor do turismo e outros, onde traçamos alguns pontos e setores que poderiam ser desenvolvidos entre Cabo Verde e Rússia, explicou, sublinhando que as duas partes vão trabalhar num programa comum que visa trazer o máximo de turistas russos ao arquipélago.

Boris Kurdyumov manifestou a vontade dos dois países de aprofundarem a cooperação, apostando fortemente no desenvolvimento e investimento na esfera do turismo, que a seu ver, vai trazer ganhos concretos para o país.

O diplomata russo apresentou também ao primeiro-ministro um programa com 10 pontos em diversas áreas, que posteriormente serão debatidos entre as duas partes, realçando que a prioridade é realizar voos charters entre Cabo Verde e Rússia.

"O primeiro-ministro garantiu que vai fazer tudo para a concretização destes projetos e programas", avançou o diplomata, frisando que já teve a oportunidade de trabalhar com Ulisses Correia e Silva enquanto presidente da Câmara (Prefeitura) da Praia.

Luanda - Angola encerra esta segunda-feira as atividades principais do Dia Mundial do Meio Ambiente. Este ano, o 5 de junho teve como foco o combate ao comércio ilegal da vida selvagem.

Momentos de reflexão e de atividades culturais marcaram a festa à moda angolana, numa nação com sinais de progresso e que quer se recuperar da crise dos preços de petróleo.

O diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente ( Pnuma) disse que o comércio ilegal da vida selvagem é um tema que une a todos os habitantes do planeta.

No discurso de encerramento, em Luanda, Achim Steiner afirmou que Angola foi selecionada para acolher a celebração por ser uma "fonte de recursos" como marfim, madeira e produtos do mar contrabandeados para o mercado internacional.

"A situação a nível do continente africano e global é muito perigosa neste momento. Sem ação internacional, mas também global, não se pode ganhar esta guerra."

Steiner destacou que a batalha revela-se ainda mais difícil quando atuam sindicatos de crime no meio ambiente e injetam fundos ilegais que dividem nações e comunidades.

O chefe do Pnuma contou o exemplo de um país africano, que não revelou o nome, onde mais de US$ 40 milhões foram investidos em dezenas de comunidades locais para alimentaram conflitos, de umas contra as outras, possibilitando a extração metais no valor de US$ 2 bilhões nas zonas afetadas.

A ministra do Meio Ambiente de Angola, Fátima Jardim, disse que a festa foi uma boa ocasião para dar exemplos de superação, como o treino de antigos militares angolanos que agora vão controlar florestas.

"Estamos a dar emprego a homens que antes, sob ponto de vista de patriotismo, deram a sua contribuição à pátria. Protegeram a nossa soberania. Continuam a sua atividade, agora protegendo a natureza."

Para a ONU, o momento é para dar impulso ao turismo para a economia angolana e global, num mundo onde mais de 1 bilião de visitantes cruzam fronteiras. Em África, o setor representa 7% das economias.

Economia e Desenvolvimento

A abrir a gala, no domingo, o vice-presidente angolano, Manuel Vicente, disse que o evento chegou na hora certa, quando o propósito no país é avançar em termos de economia e do desenvolvimento sustentável.

"Constitui uma oportunidade para darmos a conhecer ao mundo o nosso vasto e variado potencial em ecossistemas, recursos naturais, paisagens e lugares de interesse turístico."