Port Louis - A companhia de aviação maurícia, Air Mauritius, inaugura, na próxima semana, voos para dois novos destinos africanos, designadamente Moçambique e Tanzânia, elevando para 26 o número de seus voos semanais no continente.

A Air Mauritius anunciou que vai voar para Maputo, capital de Moçambique, a partir de 4 de maio, e para Dar es Salaam, na Tanzânia, a partir do dia 6 do mesmo mês.

Segundo a companhia, estes voos vão usar o hub das Maurícias para alimentar o corredor aéreo entre Maurícias e Singapura.

Com estes novos destinos, a Air Mauritius propõe agora 17 voos semanais para Joanesburgo, três para a Cidade do Cabo, e três para Durban, todas na África do Sul, e três para Nairobi, capital do Quénia.

O presidente da Air Mauritius, Megh Pillay, declarou que  "a extensão da nossa rede no continente responde a uma procura para uma maior conetividade aérea". O presidente da companhia destacou que "as economias africanas enfrentam uma resiliência notável face à crise global. Elas registam ainda uma taxa de crescimento superior à média mundial". Panapress

Praia - Um estudo publicado pelo Mail & Guardian sobre as boas sociedades africanas, coloca Cabo Verde como o segundo melhor país em África para se viver.

Na pesquisa, intitulada The Good African Society Index, a Tunísia ocupa o primeiro lugar, mas Cabo Verde obtém as maiores pontuações a nível do continente no quesito da segurança, integridade e justiça.

Cabo Verde surge também com indicadores acima da média em todos os componentes do barómetro, como desempenho económico, democracia, liberdade e governação, bem-estar infantil, meio ambiente e infraestrutura (emissões de CO2), segurança (taxa de homicídios), saúde e os sistemas de saúde; integridade e justiça (níveis de corrupção), educação e coesão social e sustentabilidade social.

Os países com melhores pontuações do índice africano geralmente têm maior rendimento nacional bruto per capita, ou seja, as nações mais ricas tendem a classificar-se melhor no Índice da Boa Sociedade Africana.

No entanto, isto não é regra porque, por exemplo, tanto a Tunísia como Cabo Verde, que lideram o índice africano, têm um PIB per capita relativamente baixo, quando comparado com outros países, como a África do Sul e o Gabão, que têm um maior PIB per capita, mas têm pontuações muito inferiores aos primeiros classificados.

O Ghana (7º lugar) lidera o ranking a nível do desempenho económico, a África do Sul (9º) tem melhor performance na democracia, liberdade e governação e o Egipto (4º) lidera nos sistemas de saúde.

Na outra extremidade do índice, o Tchad figura como o país mais baixo do ranking, sendo o pior no bem-estar infantil e com nota negativa na educação e coesão social e medidas de sustentabilidade social.

O The Good African Society Index abrange somente 45 países africanos, uma vez que países como a Eritreia, Guiné Equatorial, Líbia, Maurícias, São Tomé e Príncipe, Seicheles, Somália, Sudão e Sudão do Sul, não estão incluídos devido à indisponibilidade de dados.

Rio de Janeiro - Em 2011, o jornalista cearense Sidney Pereira Filho foi ao Morro Dona Marta para fazer uma reportagem sobre turismo comunitário. E lá, conheceu a guia de turismo local, Salete Martins. Foi quando também soube do projeto de Salete e sua família de abrir um hostel, hotel de baixo custo, na comunidade.

Inaugurado há apenas um mês, no Morro Dona Marta, primeira comunidade carioca a receber uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o Hostel Bosque Santa Marta, o jornalista acabou sendo o primeiro hóspede do estabelecimento.

"Além da amizade com Salete, eu estava atrás de um lugar para morar". A localização do hotel, em Botafogo, bairro da zona sul próximo ao centro da cidade, foi outro atrativo para o jornalista. "Além de ser um lugar bonito, é mais barato do que alugar um imóvel", disse Sidney Filho à Agência Brasil.

A gerente Salete Martins já tem agendadas para a Olimpíada duas turistas do México. "A gente começou agora. É um trabalho de formiguinha, mas acredito que como nós somos guias de turismo aqui na favela, até lá nós vamos conseguir muitos turistas".

Para o argentino Huel Di Tomafo, a camaradagem é o maior pretexto para ficar hospedado em um hostel na comunidade do Vidigal, zona sul da cidade. "Você se sente em um clima de amizade", disse. "É muito aconchegante. Você se sente em casa. A vista que se tem do hostel é maravilhosa. Vejo o Leblon, Ipanema, Copacabana. E na favela do Vidigal, estou de frente para o mar", disse o argentino, que trabalha como garçom em um restaurante no Leblon.

Tomafo acrescentou que pretende continuar no Rio de Janeiro para assistir aos Jogos Olímpicos, que começam em agosto.

Assim como o argentino, muitos turistas brasileiros e estrangeiros pretendem se hospedar em pousadas, albergues e hostels, instalados em comunidades, durante os jogos.

De acordo com a Associação de Cama e Café e Albergues do Estado do Rio de Janeiro (Accarj), a previsão para ocupação de hostels na cidade do Rio de Janeiro para a Olimpíada chega a 84,7%. Os turistas estrangeiros (70%) são os que mais procuram este tipo de hospedagem. A entidade tem 48 albergues associados.

Reservas

No Home Hostel Cantagalo, na comunidade do Cantagalo, a responsável pelo local, Simone Pereira, espera atingir ocupação total até o evento esportivo. O albergue oferece café da manhã e almoço e criou passeios turísticos para atrair mais visitantes. "Entre os pontos estão mirantes na comunidade, um restaurante nordestino e o museu da favela", disse Simone.

Já o norte-americano Adam Newman, dono do Hostel Favela Experience, no Vidigal, espera ocupar as 30 vagas do empreendimento, aberto há um ano e meio, até a Olimpíada. "Abrimos a agenda no mês passado e a lista de espera já é grande", disse.

Formado nos Estados Unidos em empreendedorismo, Adam Newman já teve uma pousada em Santa Teresa, centro do Rio, mas resolveu ir para o Vidigal para desenvolver um projeto social na região.

Em parceria com a organização não governamental (ONG) local Ser Alzira de Aleluia, construiu o hostel há dois anos e meio com ajuda de voluntários. "Hoje em dia, o hostel sustenta a ONG. Gera entre R$ 4 mil a R$ 5 mil por mês para a ONG".

Newman também tem projeto para adaptação de casas de moradores para hospedar turistas. "Na Copa do Mundo, a gente recebeu 150 pessoas do mundo inteiro. E este ano, a gente vai fazer mais, para a Olimpíada".

Já na comunidade pacificada do Morro da Babilônia, o Babilônia Rio Hostel vai receber holandeses, ingleses e voluntários que irão participar dos Jogos. "Eu vou receber um grupo grande de holandeses antes da Olimpíada e depois, na Paralímpiada. Vai ficar cheio. Foi uma surpresa boa, porque é um grupo que vai fazer uma pesquisa aqui", disse uma das sócias, Bianca Lima, que divide o negócio com o marido Eduardo Barbosa.

De acordo com a proprietária, o albergue é equipado com placa solar e tem captação de água da chuva, atraindo hóspedes preocupados com a sustentabilidade.

Outro que adotou o Morro da Babilônia como sua casa é o belga Paul Dhuyvetter, dono da pousada Estrelas da Babilônia, inaugurada em julho do ano passado, com três quartos privados, ocupados no momento por hóspedes da França, Colômbia e Checoslováquia. Paul garantiu que todas as vagas estão preenchidas para os Jogos Olímpicos. "É muito rápido", afiançou, atribuindo parte da procura à vista privilegiada das praias do Leme e Copacabana e do Corcovado.

Localizado na comunidade pacificada Chapéu Mangueira, também no Leme, o Favela Inn Hostel está em obras mas segue "batalhando" para conseguir hóspedes para a Olimpíada. São quartos coletivos, com um banheiro por quarto. A administradora do local, Cristiane de Oliveira, disse que "não teve ainda a felicidade de ter nenhum hóspede fechando" para o período dos Jogos.

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