Harare - O governo do Zimbabwe anunciou que vai vender diversos exemplares da sua fauna selvagem para obter receitas a dedicar à conservação, numa tentativa de enfrentar a seca provocada pelo El Niño, que ameaça quer as pessoas quer os animais.

A intenção da Autoridade de Gestão dos Parques Nacionais do Zimbabwe é convidar os potenciais clientes a apresentarem propostas para a compra de animais selvagens, cujas espécies ainda não foram indicadas, uma decisão criticada por várias organizações ambientalistas.

O director da Força Especial para a Conservação do Zimbabwe (ZCTF, na sigla em inglês), o ativista de origem portuguesa Johnny Rodrigues, considerou tratar-se de um movimento para espoliar os recursos do país.

"É fácil ver o que está por trás disto, a ganância e a corrupção de alguns poucos caciques que farão bom dinheiro, que é certo que não se destinará à conservação" dos parques, disse Rodrigues à agência noticiosa espanhola EFE.

O governo exige que os eventuais compradores demonstrem possuir terrenos e infra-estruturas adequadas para cuidar dos animais.

Isto implica, segundo Johnny Rodrigues, que a maior parte dos animais seja vendida a compradores internacionais, já que a maioria das 640 reservas privadas existentes no Zimbabwe é demasiado pequena devido à lei de redistribuição de terras.

A seca devido ao fenómeno meteorológico El Niño tem vindo a afectar significativamente o leste e sul de África.

No Zimbabwe, 2,8 milhões de pessoas - mais de um quarto da população rural - corre risco de fome e a escassez de água e pastos em todos os parques nacionais faz temer uma situação semelhante à de 1992, quando morreram milhares de animais.

Luanda - A queda no movimento de passageiros, decorrente da crise económica em Angola, levou a companhia aérea espanhola Iberia a suspender os voos entre Madrid e Luanda.

A Iberia anunciou, quarta-feira (04), a suspensão, a partir de Junho, das ligações aéreas entre Luanda (Angola), Madrid (Espanha) e vice-versa, devido ao reduzido número de passageiros. O anúncio foi feito, na capital angolana, pelo representante da companhia em Angola, Joy A. Horrik Kupuiya.

A companhia realiza três voos semanais, mas a baixa de passageiros que se tem vindo a registar não favorece a estratégia da Ibéria, tendo em conta os encargos com as operações.

Joy A. Horrik Kupuiya explicou que os clientes com voos marcados até dia 1 de Junho próximo estão a ser reembolsados ou encaminhados para outras companhias.

"Os nossos clientes estão a ser reembolsados ou encaminhados para outras companhias, de acordo com as suas necessidades", disse.  A Iberia opera em Angola desde 2011. Angop

Luanda - O ministro angolano da Hotelaria e Turismo, Paulino Domingos Baptista, defendeu, segunda feira, em Luanda, o desenvolvimento da cooperação com Valência, Espanha, no domínio da formação profissional.

A intenção do dirigente angolano foi avançada à imprensa, no final de um encontro que manteve com o presidente da Câmara de Comércio de Valência (Espanha), José Vicente Morata Estragués.

Segundo o ministro Paulino Domingos Baptista, para além da componente formação, consta dos objectivos do ministério para 2016/2017, a promoção do turismo nas diferentes feiras que se possam realizar no país, como no exterior.

Segundo disse, o governo angolano, no que diz respeito ao desenvolvimento do turismo, definiu algumas áreas como prioritárias, nomeadamente Calandula, na província de Malanje, com potencialidades para o ecoturismo,  Cabo Ledo e Mussulo, em Luanda, e  Okavango Zambeze, na província do Cuando Cubango.

Por seu turno, o presidente da Câmara de Comércio de Valência, José Vicente Morata Estragues, disse que Angola é um país considerado pelos empresários como ponto de entrada para África Austral, e oportunidade para o turismo dos espanhóis e da Europa, em geral.

Na ocasião, José Vicente Morata Estragués considerou que Angola é um país que tem capacidade para atrair turismo. " O que um turista busca nas suas viagens são as novas experiências, novos desafios e este país tem".

" Nós escolhemos Angola como um mercado prioritário, porque entendemos que os problemas financeiros a médio prazo vão ser resolvidos porque existem empresários espanhóis que continuam acreditar neste país", disse o interlocutor. Angop

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