Lisboa - O turismo brasileiro em Portugal voltou a crescer. Em agosto os hotéis portugueses registaram mais de 127 mil dormidas de turistas provenientes do Brasil, um número que fica 19,4% acima do verificado no mesmo mês do ano passado, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Agosto foi o terceiro mês deste ano com maior fluxo turístico brasileiro em Portugal, apenas atrás de julho (146 mil dormidas nos hotéis portugueses) e maio (144 mil dormidas), revelam os números do INE.

Em termos acumulados, nos primeiros oito meses deste ano os estabelecimentos hoteleiros lusos registaram quase 886 mil dormidas de cidadãos brasileiros, um volume ainda 1,2% abaixo do verificado em semelhante período de 2015. O Brasil é o único mercado emissor de turistas estrangeiros para Portugal em queda.

Considerando somente agosto, o Brasil foi o oitavo maior emissor internacional de turistas para o mercado português, atrás de Reino Unido, Espanha, França, Alemanha, Holanda, Itália e Irlanda. Nas contas acumuladas desde o início do ano o Brasil é o sétimo mercado emissor de turistas estrangeiros.

Segundo o INE, em agosto as maiores taxas de crescimento na procura dos hotéis em Portugal foram registadas pelos turistas da Suíça (23%), Holanda (22,5%), Estados Unidos da América (21,4%) e Brasil (19,4%).

Globalmente os hotéis portugueses tiveram em agosto 7,5 milhões de dormidas, mais 3,7% do que em 2015. De janeiro a agosto o país contabilizou 37,1 milhões de dormidas, com um crescimento de 8,9% em termos homólogos.

A hotelaria lusa faturou em agosto 442,8 milhões de euros, mais 11,9% do que em 2015. No acumulado do ano os proveitos totais foram de 1,98 mil milhões de euros, crescendo 15,9% relativamente aos primeiros oito meses de 2015.

Maputo - O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, desafiou, sexta-feira (14), os operadores turísticos em Moçambique a flexibilizarem o setor, considerando-o uma alternativa para fazer face à difícil conjuntura que o país atravessa.

"O turismo em Moçambique, neste momento, precisa de projetos inovadores e precisa de ser flexibilizado", disse o chefe de Estado moçambicano, falando durante a abertura da 4.ª edição da Feira Internacional de Turismo, que decorre desde hoje em Maputo, informa a agência portuguesa Lusa.

Apontando o turismo como uma alternativa à difícil conjuntura que Moçambique atravessa, marcada pela subida do custo de vida, forte desvalorização do metical face ao dólar e uma crise política e militar que opõe o Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, maior partido da oposição), o chefe de Estado moçambicano destacou o "potencial multidimensional" que país possui, acrescentando que o desafio agora reside na melhoria da capacidade institucional.

Para o Presidente moçambicano, a aposta no setor vai garantir que o país continue um dos principais destinos turísticos na região, aproveitando a sua localização geográfica, com acesso direto ao oceano índico, e criando oportunidades de emprego.

A sustentabilidade do setor e a conservação do meio ambiente, prosseguiu o chefe de Estado moçambicano, devem serem assumidas como prioridades no plano de desenvolvimento do turismo, que se apresenta como um "catalisador das economias" nos tempos atuais.

O Presidente moçambicano afirmou ainda que a estratégia do seu Executivo passa também pela valorização de áreas como o turismo, garantindo que o país crie rendimento a partir do que "de melhor possui".

"É necessário que apostemos realmente no turismo", reiterou o Presidente moçambicano, observando que só assim é possível garantir a conservação do património artístico e histórico de um país "belo como Moçambique".

Subordinada ao lema: "Descubra Moçambique", a 4.ª edição da Feira Internacional do Turismo junta operadores do setor, estudantes e quadros do Governo na capital moçambicana durante três dias.

São Tomé - A capital são-tomense acolhe a partir de segunda-feira a 7ª Reunião do Comité de Regulação e a 3ª do Comité Jurídico para a melhoria do transporte aéreo em África.

"Vamos analisar algumas recomendações que os Estados Membros prepararam, o regulamento sobre a aviação civil da comunidade dos Países da África Central e discutir também vários aspetos ligados ao futuro da organização", disse aos jornalistas Leopoldo Nascimento um responsável do Instituto São-tomense da Aviação Civil (Inac), informa a agência Lusa.

De acordo com o responsável do INAC, neste encontro que decorre até quinta-feira os países membros vão tentar adaptar os regulamentos da aviação civil desta região africana às exigências da União Europeia que colocou vários países em sua lista negra.

"Esses encontros vão permitir-nos também trocar de experiências" e "recolher subsídios destinados a melhorar a situação da aviação civil nos dez países africanos que fazem parte deste projeto", disse Leopoldo Nascimento.

São Tomé e Príncipe tem trabalhado há vários anos para sair da lista negra da Organização da aviação civil internacional (OCI).

"Todos os países estão unidos para ver se conseguimos combater aquilo que consideramos como sendo um flagelo", sublinhou o responsável.

O arquipélago de São Tomé e Príncipe já depositou na OCI "um projeto sobre como sairmos dessa lista que foi aceite pela OCI e continuamos a trabalhar nesse sentido".

"Temos uma legislação na Assembleia Nacional (parlamento são-tomense" a espera de aprovação, temos uma nova regulamentação, nós submetemos ao governo um projeto de transformação do INAC em ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), tudo isso no âmbito dos nossos esforços para sair da lista negra", acrescentou.

Camarões, Gabão, Guiné Equatorial, Republica Centro Africana, Congo Brazzaville, já confirmaram a sua participação, faltando Angola, Burundi e a Republica Democrática do Congo (RDC).

A expectativa é que a reunião de São Tomé possa "unir ainda mais os Estados membros é importante porque ajudar-nos-á a melhorar o nosso sistema de aviação civil, além de que juntos, na OCI teremos maior aceitação", explicou Leopoldo Nascimento.

É a segunda vez que São Tomé e Príncipe acolhe um evento dessa natureza.

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