Lisboa - Os pilotos da TAP, reunidos quarta-feira em assembleia geral, anunciaram a convocação de uma greve de dez dias, com início no dia 1 de maio. Votaram a favor da realização da greve 305 pilotos e 43 votaram contra.

O sindicato dos pilotos acusa o governo e a empresa pública portuguesa de transporte aéreo de não cumprir o acordo assinado em novembro do ano passado, em particular o pagamento com retroatividade de atualizações salariais.

Os pilotos pretendem também que o governo, que lançou um processo de privatização que pretende concluir até junho deste ano, cumpra um acordo estabelecido em 1999 que reserva aos pilotos participação de até 20% no capital social da TAP.

A administração da TAP considera que a convocação da greve terá consequências graves para a empresa. Também os operadores turísticos receiam que a concretização da greve acarretará elevados prejuízos para o setor.

Os conflitos entre o governo, a TAP e os trabalhadores da empresa pública têm vindo a agravar-se nos últimos meses, na sequência do anúncio da privatização da companhia, em vésperas das eleições legislativas, que deverão ocorrer em setembro ou outubro deste ano.

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