A capital portuguesa subiu duas posições no ranking da consultora Mercer, ficando com melhores índices de qualidade de vida do que Chicago e Nova Iorque.

Lisboa - Viena é a cidade com melhor nível de qualidade de vida no mundo, de acordo com o estudo da Mercer "Quality of Living 2015". Lisboa aparece classificada em 41º lugar do ranking. A capital portuguesa consegue assim subir dois lugares no ranking, relativamente ao ano passado, posicionando-se imediatamente acima de cidades como Chicago (43º) e Nova Iorque (44º).

De uma forma geral, as cidades europeias dominam o topo da lista de cidades com melhor qualidade de vida, em conjunto com algumas das maiores cidades da Austrália e da Nova Zelândia. Zurique, Auckland e Munique ocupam o segundo, terceiro e quarto lugares, respetivamente.

Relativamente a Lisboa, os pontos onde se apresenta melhor em termos absolutos são sobre os items relativos ao ambiente económico, ao ambiente sócio cultural e disponibilidade de bens de consumo. Por outro lado, onde se qualifica pior é no congestionamento de tráfego, facilidades aeroportuárias e poluição atmosférica.

Na quinta posição surge Vancouver, a primeira cidade norte-americana a surgir no ranking e a única desta região a integrar os primeiros 10 lugares desta classificação. A primeira cidade asiática a integrar o ranking é Singapura, no 26º lugar. O Dubai surge como o primeiro representante de toda a região do Médio oriente e África, na 74ª posição. De todas as cidades da América do Sul, a primeira a surgir neste ranking é Montevidéu, no Uruguai (78º).

A consultora Mercer conduz o estudo sobre qualidade de vida com uma periodicidade anual, com o objetivo de auxiliar as empresas multinacionais e outras entidades empregadoras a remunerarem com justiça e rigor os colaboradores que sejam colocados em projetos internacionais, em alinhamento com as suas políticas e práticas de mobilidade internacional.

Dois dos incentivos mais comuns nas políticas de mobilidade das organizações são os subsídios de qualidade de vida e os prémios de mobilidade. Os subsídios de qualidade de vida ou "penosidade" compensam os expatriados por um decréscimo de qualidade de vida em relação ao seu país de origem. Por outro lado, um prémio de mobilidade compensa simplesmente a disponibilidade do colaborador para ser transferido e ir trabalhar noutro país.

O estudo "Quality of Living" da Mercer disponibiliza informação relevante e recomendações acerca dos montantes dos subsídios a atribuir para mais de 440 cidades em todo o mundo, estando 230 delas presentes neste ranking.

"Aceitar um trabalho de curto ou de longo prazo num novo país é, em simultâneo, uma experiência entusiasmante e um grande desafio não só para os colaboradores, mas também para as respetivas famílias. A integração dos colaboradores e dos seus familiares nem sempre é fácil pelo facto de existirem diferenças culturais, sociais, climatéricas, cenários de instabilidade política, de pobreza ou mesmo zonas com altos índices de criminalidade em muitos países para onde vão trabalhar", refere Tiago Borges, responsável da área de estudos de mercado da consultora Mercer.

Apesar das preocupações que existem relativamente ao crescimento económico, as cidades da Europa Ocidental continuam a oferecer um ambiente estável e muito agradável para empregadores e colaboradores. Viena surge em primeiro lugar neste ranking, seguida por Zurique (2º), Munique (4º), Düsseldorf (6º) e Frankfurt (7º). Com Genebra e Copenhaga a ocuparem o 8º e o 9º lugares, respetivamente, as cidades da Europa Ocidental ocupam 7 lugares no Top 10. As cidades com piores classificações desta região são Belfast (63º) e Atenas (85º).

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